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A chama (2ªparte)

por Carlos, em 14.11.17

A+vida+é+como+uma+vela+que+vai+ardendo,+quando+ch

Até que…
Um dia, recebo uma mensagem!
O simples tocar da aplicação fez-me estremecer! Já deveria ter desligado aquela merda, afinal só o usava para ti, por ti!
Não fazia sentido continuar ali a aplicação, mas no fundo aquela réstia de esperança que voltasses resistia em mim e nunca mais a apaguei!
Assim que pego no telemóvel e percebo que tinha uma mensagem tua, pensei, não lhe vou dar mais conversa.
Pensei, mas não agi conforme!
Quebrei ali todas as minhas promessas de nunca mais querer saber de ti e vi-me a responder de forma célere, como se os meses de sofrimento na tua ausência não tivessem sido árduos!
O que querias tu?
Prazer, não o disseste, mas deste-o a perceber, prazer apenas e nada mais!
Mas tudo estava mudado, a forma como escrevias perdia ali a magia de outrora, as palavras que faziam de ti um ser belo e cativante, mostraram-me algo completamente demudado!
O que é que eu faço agora?
Eu sabia a resposta que iria dar, sabia, mas também sabia qual seria na verdade a resposta mais acertada!
Depois de tudo o que eu passei? Depois das lágrimas? Depois das tentativas em falar-te? Depois de tudo e mais alguma coisa, eu…
...disse sim!
Anda daí!
Naquela hora que nos separava, vi desfilar na minha memória todas as imagens do que acontecera no passado, uns meses atrás!
O nosso pecado, o nosso vício!
Ao mesmo tempo que te lembrava, o meu coração desassossegava entre o medo do reencontro e a saudade que sempre esteve presente em mim!
E tu?
Terias saudades?
Abri-te a porta e as palavras ficaram presas em mim, refleti-as apenas no abraço que demos e que nos empurrou de novo a uma entrega!
Devolvemos os nossos corpos ao desejo num misto de saudade e tesão!
Não me lembrei de mais nada!
Ali estávamos, suados, juntos como um só, a repetir com a mesma intensidade todo o nosso libido, todo o nosso delírio!
Repousamos um do outro!
Foi então que pude apreciar a nudez do teu corpo, que sempre me deste em troca da nudez das minhas palavras que tudo quiseram dizer outrora!
Enquanto os meus dedos tocavam cada poro da tua pele, voltei a recordar tudo o que vivemos, o que me fizeste sofrer e prantear, mesmo que nunca me tenhas prometido nada!
Fechei os olhos e abracei-te com força!
E foi então...
Que ali senti, que não me pertencias afinal!
Porque somos o desejo, a carne e apenas isso!
E que enquanto ambos quisermos, existirá sim, uma bela amizade e um fugaz instante de prazer!
Mas apenas enquanto ambos quisermos!
É que afinal...
A chama que julgava ainda existir, morreu!
Não ali, mas nos meses em que não vieste para ficar!
Fim

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A chama (1ªparte)

por Carlos, em 13.11.17

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Chegaste até mim, por caminhos tortuosos, os mesmos que me decidi a percorrer na imensidão da noite e do pecado!
Sabia eu que todo o abraço seria em vão, dissimulados pelo desejo da carne que nada mais pedia do que um fugaz instante de prazer! 
A vida é feita de pequenos prazeres, não podemos fugir deles!
Assim pensava eu, assim pensavas tu, não fossemos errando na quantidade de encontros que se sucederam.
Não percebi à partida o que estava a acontecer, mas o tempo fez-me compreender que o prazer carnal era forte, muito forte, mas algo mais forte ainda estava a suceder-se!
Perdemos a noção do limite imposto por mim e ali mesmo tomaste muito mais do admitido e deixei que o coração levasse a melhor sobre mim e vi-me a abraçar vezes sem conta, não a sombra que em breves minutos me fazia companhia, mas sim a alma que a partir daquele instante me fazia sonhar, ansiar e ousar!
Foram tempos de encanto em que me deixei navegar por águas serenas em oceano traiçoeiro!
Desenhei vezes sem conta aquele sorriso nos meus sonhos, fiz planos que no fundo eu sabia, seriam em vão!
Colori os meus dias com aquelas palavras que nada diziam, mas que para mim, tudo queriam!
Sim deixei-me enfeitiçar e tudo porque, contra todos os meus princípios permiti-me percorrer vezes sem conta a imensidão daquela noite, repetindo o pecado que já não era só meu, mas sim nosso!
O nosso pecado, o nosso vício!
Os dias viraram semanas e as semanas meses até que tu não apareceste mais!
Voltaste a não aparecer no dia seguinte, nem na noite e noutras tantas que se sucederam...
Ainda navegava eu por águas calmas, quando aí percebi quão traidor o oceano podia ser e sofri das maiores intempéries da minha vida!
A saudade fez-se sentir e nada amparava as minhas lágrimas!
A magia tinha-se quebrado com o silêncio que fizeste crescer entre nós!
Eu sabia, eu sabia que não era para sempre, eu sabia que a noite do pecado escondia verdades nuas e cruas difíceis de depreender!
Mesmo que a tua verdade nunca tenha deslindado, acreditava naquilo que tu me davas!
E assim o tempo foi passando, sentindo a dor da saudade, uma tristeza solitária, sempre na esperança de um regresso...que não aconteceu!
Perdi o que nunca tive e aprendi ali, a não elevar muito a chama de lume ardente!
O melhor mesmo é vivermos as emoções em lume brando!

Aos poucos desvaneceu-se a imagem de ti, do teu sorriso, do teu olhar!
Aos poucos a chama foi diminuindo e com ela a dor começava também a dissipar-se!
Até que...

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