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Serei caso raro?

por Carlos, em 18.12.17

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O nosso dia a dia continua a ser invadido pelos escândalos “Raríssimas” e “Adoções ilegais pela IURD”!
Quando pensamos que o jornalismo em Portugal não funciona, ou que é muito sensacionalista, eis que alguns jornalistas nos provam o contrário e constroem duas excelentes reportagens que acabaram por deixar o país em choque!
E, ainda sobre a “Raríssimas” que anteriormente escrevi e dei a minha opinião, terminei o meu artigo afirmando que por uns pagam os outros!
Este fim de semana, numa ida ao supermercado com o meu namorado, encontramos duas jovens à entrada do mesmo a abordar os clientes com um peditório a favor das crianças com cancro!
Embebido pelas ultimas notícias acenei imediatamente com a cabeça, negando qualquer tipo de contributo, contudo o problema foi depois, enquanto estava nas compras o meu pensamento foi invadido com as imagens das duas jovens enquanto me questionava se não estaria a ser injusto?
Senti-me um pouco mal pela minha atitude, sim, talvez devesse ajudar!
É verdade que não podemos deixar que um caso isolado se generalize, mas foi tão gritante o abuso da tal presidente da Raríssimas, que ficamos com receio que o nosso dinheiro, mais não sirva do que para encher os bolsos de quem não precisa! E isso não quero!
Todos os anos costumo ajudar uma, ou outra instituição, mas agora vou ficar sempre na dúvida se devo ou não fazê-lo!
Serei caso raro? Ou vocês também pensam como eu?

 

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38 comentários

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De @sem-espinhas a 18.12.2017 às 07:49

Carlos também gosto de ajudar. Mas ou tu conheces o trabalho da instituição e ok :) ou então ajudar dando dinheiro é sempre um risco...nunca se sabe quem está por trás dessas instituições.
Geralmente nunca dou dinheiro mas sim, bens alimentares ou outros e faço a minha parte como já disseste num outro post...os nossos impostos também contribuem e se calhar não é assim tão pouco.

Beijinho e tem um bom dia :)
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De Carlos a 18.12.2017 às 16:57

Nesta fase desconfio de tudo e todos!
Talvez mude...
Gostava sim de poder ajudar no local, vendo as necessidades das pessoas e aí então fazer o meu contributo!
Desconfio das instituições!
Obrigado.
Beijinho.
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De Sónia Azevedo a 18.12.2017 às 08:44

Eu com dinheiro não contribuo, agora quando é alimentos, roupa, brinquedos, tento de alguma forma colaborar.
Mas não és caso raro, não, e sabes também nos cansamos de tantos peditórios!
Bjinho
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De Carlos a 18.12.2017 às 16:58

Verdade, principalmente nestas alturas que saem todos à rua!
É complicado ajudar toda a gente.
Beijinho.
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De Paula Rocha a 18.12.2017 às 10:00

Estando devidamente identificadas, tudo o que tenha a ver com donativos para a Liga Contra o Cancro, eu contribuo sempre, não sei o que o futuro me reserva, fico com a minha consciência tranquila, se for mentira ficam eles com um peso em cima dos ombros, e um euro a mais ou a menos não faz diferença, e para mim é a sensação de dever cumprido
Beijinhos
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De Carlos a 18.12.2017 às 16:59

Pois mas fica-se sempre na dúvida!
Encher os bolsos a quem não precisa, não quero sinceramente!
Irei encontra alternativas.
Beijinho.
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De Magui Ferreira a 18.12.2017 às 10:18

Infelizmente não és caso único. Para a Liga Portuguesa contra o Cancro só costumo dar no peditório a 1 de Novembro. Para o banco alimentar contra a fome já não contribuo.
Aquando do fogo em Pedrogão Grande enviei muita roupa, principalmente de cama e nem quero pensar que ela teve outro fim.
Tenho contribuído para outras associações porque estão perto de mim e conheço as pessoas que as dirigem, de contrário, acabou-se.
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De Carlos a 18.12.2017 às 17:00

É o medo de não ser entregue! É o medo de outros que não precisam enriquecerem às nossas custas! Isso não quero mesmo!
Beijinho
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De green.eyes a 18.12.2017 às 10:36

Não ... não és caso raro de forma alguma.

Eu nunca contribuo ... No entanto quando sei de alguma pessoa que necessita de bens alimentares, de roupa, de pequenos bens para a casa ou até mesmo de brinquedos. Faço a entrega pessoalmente.
Agora isso já não acontece ... mas durante anos as pessoas davam-me pelo natal por vezes pequenos eletrodomésticos que eu nunca cheguei a usar. A pouco e pouco tenho os dado todos a pessoas que eu sei que necessitam.
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De Carlos a 18.12.2017 às 17:02

Gostava de ajudar no local, percebendo as verdadeiras fragilidades e então aí fazer o meu contributo conforme as necessidades!
Beijinho.
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De Andy Bloig a 18.12.2017 às 11:30

Uma coisa que devíamos importar de algumas cidades americanas é que na recolha de donativos, quem doar algo, pode pedir um recibo da associação a comprovar a sua doação e para o que vai servir. As pessoas que andam a recolher donativos nas ruas tem de ter um livro de recibos da associação que são obrigados a entregar a qualquer pessoa que queira doar e peça o recibo do valor doado, nem que seja para identificar a quem vai ser entregue o valor. É uma medida complicada que iria obrigar a mudar as 296000 ONG/SFL e IPSS que existem no país e que fazem recolhas de donativos. Só que também passava a identificar como e onde são aplicados os valores. Desde 2013 que existe um vazio legal na forma de analisar os resultados destas associações. Se aplicam os subsídios que recebem do estado, o resto não tem qualquer valor jurídico, se os associados não reclamarem numa assembleia geral, algo que para aí 1 em cada 10000 realiza. Conselhos fiscais, assinam de cruz, pois não recebem remuneração, vão a um jantar, assinam a documentação, cumprimentam pessoas que são ajudadas e está feito. Esta é uma das razões para associações, como a Raríssimas, tem pessoas de renome dos seus conselhos consultivo e fiscal, que só deram o nome, realizam 1 visita anualmente e cumpriram o trabalho, pois não existe qualquer legislação sobre isso. Tanto no caso desta como de muitas mais, a maioria das investigações acaba arquivada, pois as situações encontradas são do foro administrativo e de gestão, sendo que não é possível unir a utilização dos fundos sociais aos crimes de abuso de confiança.
No caso dos jornalistas, também é preciso que expliquem porque é que tem acesso a muito mais informações e lançam acusações directas contra determinadas pessoas, ao mesmo tempo que ocultam tudo (incluindo o corte de imagens para não apresentar alguém que não possa ser beliscado) o que diga respeito a outros.
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De Carlos a 18.12.2017 às 17:03

Existe ainda um longo caminho a percorrer para que tudo se torne mais claro aos olhos dos portugueses!
Grande abraço e obrigado pela visita.
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De A rapariga do autocarro a 18.12.2017 às 12:01

Eu deixei de dar dinheiro ou comprar coisas que dizem ser solidárias, tipo as dos hipermercados, só dou géneros, e mesmo assim em poucas ocasiões. Para o banco alimentar deixei de dar. Infelizmente cada vez mais se vê desperdício e ajudas a quem não merece e quem efectivamente precisa não recebe.
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De Carlos a 18.12.2017 às 17:04

Pois, esta realidade que vivemos assusta e faz-nos desconfiar de tudo e todos!
Sabemos lá nós se as ajudas chegam onde deveriam?!
Beijinho.
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De Sonhadora a 18.12.2017 às 15:27

Não és caso raro, não. É normal ter receio contribuir financeiramente quando nunca sabemos se a nossa doação irá chegar às mãos de quem verdadeiramente precisa. Foi o caso da Rarissimas, de Pedrogão Grande, e tantos, tantos outros. Por uns pagam todos, infelizmente. As pessoas ficam inseguras.
Mesmo em género, como costumo contribuir, é o que é ...
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De Carlos a 18.12.2017 às 17:05

Pois, serão dúvidas que jamais se esclarecerão, a menos que nos esqueçamos da polémica recente! Por uns pagarão todos infelizmente...
Beijinho
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De Sílex a 18.12.2017 às 15:33

Este ano, não dei! A qualquer instituição. E lamento-o, porque costumava dar, com boa vontade e alegria, a algumas. No entanto, acabamos a pensar que talvez sejamos parte de um grande lote de palermas ,que acredita que a integridade é um dom que todos possuem. É uma pena!
Meu querido amigo:
Acabo de ver com grande entusiasmo, que a tua imagem (uma delas) foi escolhida para os novos templates do Sapo (que quanto a mim, só pecam por terem sempre o mesmo formato, a blogspot tem templates fantásticos, aqui é sempre a mesma linha mas... paciência) e vinha dar-te os parabéns merecidíssimos!
Aliás, ambas fotos escolhidas são muito bonitas! Também adorei a do outro (as rochas e o mar). Foi engraçado ver a "veia" fotográfica de tantos bloggers que participaram. Viram-se fotografias muito bonitas. Outras, que nos marcam, não só pela beleza mas pelo que não deve ser esquecido, nem as vidas que se perderam. Uma beijoca para ti! Mais uma vez muitos parabéns a tua foto é excelente. Que o novo ano te traga mais alegrias e tudo continue a correr-te bem. Um feliz Natal e um abraço desta tua amiga!
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De Carlos a 18.12.2017 às 17:07

Obrigado pelas tuas palavras!
Fiquei muito contente por ter uma das fotos escolhidas, já o sabia à algum tempo, mas só agora com a divulgação posso falar! É uma honra ter uma foto minha agregada a um template do sapo.
Beijinho querida e boa semana.
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De Cris a 18.12.2017 às 17:20

Eu quando ajudo também fico sempre a pensar se vai para quem precisa ou não.

PS: para quem gosta de canela vale muito a pena experimentar! :D
Beijinhos
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De Carlos a 18.12.2017 às 17:43

Acho que cada vez nos questionámos mais na direcção que as nossas ajudas tomam!
Beijinho grande.

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