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Apenas um detalhe...

“No fim, dar-te-ás conta de que o mínimo detalhe é sempre o mais importante!”

“No fim, dar-te-ás conta de que o mínimo detalhe é sempre o mais importante!”

Apenas um detalhe...

15
Set17

O dedo na ferida...


Carlos

O tema é polémico e pode desencadear até um aumento do ódio existente por esta comunidade que nunca se conseguiu integrar, os ciganos! 
Podemos falar em aproveitamento político, é certo, mas André Ventura apenas exprimiu o que toda a gente pensa!
Chega de facilitismos, chega de se acharem donos de tudo, chega de ameaças para passarem à frente nas filas e afins! 
Chega deste clima de medo que espalham e acabam por incutir no resto da população!
Se foi o momento certo ou não, espero que estas palavras ganhem espaço no debate público e que os nossos políticos de uma vez por todas encontrem estratégias para integrar esta comunidade ou então cortar bem rente com os infractores!
Transcrevo em baixo muito do que foi dito por este candidato à câmara de Loures!
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"Vou-lhe ser muito direto: eu acho, e Loures tem sentido esse problema, que estamos aqui a falar particularmente da etnia cigana. É verdade que em Loures há mais, com uma multiculturalidade grande, mas em Portugal temos uma cultura com dois tipos de coisas preocupantes: uma é haver grupos que, em termos de composição de rendimento, vivem quase exclusivamente de subsídios do Estado, outra é acharem que estão acima das regras do Estado de direito. 
Cumprir com as regras de habitação social. Eu tenho imensos relatos em Loures de situações em que são ocupados imóveis ilegalmente e a câmara nada faz para os tirar de lá. Porquê? Porque seria racismo e xenofobia. Mas não é racismo, é fazer cumprir a lei. Você vai à Quinta da Fonte a qualquer hora do dia e vê pessoas a ocupar o espaço público no meio da rua. Nos transportes públicos é a mesma coisa: vários munícipes queixam-se de pessoas de etnia cigana que entram nos transportes, usam os transportes e nunca pagam, e ainda geram desacatos. Quem está a pagar isso somos todos nós. 

Essa é que é a questão. Dizem-me muitas vezes: “Se os tira de casa, eles vão acampar para o meio da rua ou para a porta da câmara municipal.” É preciso esclarecer o seguinte: o Estado de direito não pode ter medo de grupo nenhum nem de minorias nenhumas, tem de estar acima de tudo. As pessoas ditas “normais” ou da “maioria”, se não pagarem a sua casa ou a sua renda, não são despejadas? A ideia de maioria e minoria inverteu-se a partir do momento em que as minorias se tornaram minorias de privilégio. Isto tem de acabar. A etnia cigana, quer em Loures quer no resto do país, tem de interiorizar o manual do Estado de direito. E o Estado de direito não pode ter medo deles, independentemente das consequências. 

Para mim, é um problema de igualdade. Temos de ser todos tratados como iguais. A etnia cigana tem de interiorizar o Estado de direito porque, para eles, as regras não são para lhes serem aplicadas. Há um sentimento de enorme impunidade, sentem que nada lhes vai acontecer. 

Por medo da reação. Por medo de dizerem que estamos a ser “fascistas”, “racistas”, “xenófobos”. Sempre me dei com todo o tipo de etnias. E, por outro lado, o aproveitamento político, sobretudo do espetro da esquerda. Sempre que alguém denuncia isto, acusam-no de racista e começam a falar em políticas de integração. Mas nunca dizem quais. A integração é o quê? Estarem em casas sem pagar, andarem de transportes públicos sem pagar? É não cumprirem a lei? 

Seja em que bairro for, até porque a zona da Quinta da Fonte não pode ser diferente da zona do Infantado, é que todos cumpram o estipulado na lei. Quem não cumpre as regras, não pode utilizar espaços públicos. Se eu vou à Loja do Cidadão e não tiro a senha, não sou atendido. Porque é que fico com a casa se não a pago? A Câmara deve apoiar aqueles que precisam, não aqueles que não querem fazer nada. Famílias que perderam emprego, famílias que têm mais de três filhos e não os conseguem sustentar, famílias que não conseguem satisfazer necessidades básicas devido à carga fiscal… Essas famílias é que devem ser apoiadas pela câmara. 

Tenho medo, evidentemente, mas quando estamos numa candidatura devemos ter a coragem de dizer aquilo que está mal. Nada tenho contra as pessoas de etnia cigana, isto tem a ver com um grupo que acha que está acima do Estado de direito. Eu, como candidato, tenho o dever de denunciá-lo, porque corremos o risco de uma guetização e isso é preocupante: são zonas do Estado em que a ideia de autopoder começa a funcionar. São zonas onde são eles que mandam e não entra polícia… Na Quinta da Fonte, o comandante da polícia diz-me que são chamados lá só para serem agredidos. Não podemos continuar a olhar para isto como se fosse normal."

 Bom fim de semana.

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