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Fica mais um bocado...

por Carlos, em 24.11.17

Estou tão feliz, a minha amiga regressou!
Fez-me uma visita há pouco tempo, mas foi tão apressada que nem dei por isso, nem sequer consegui matar saudade.
Umas semanas mais tarde, eis-la agora a querer-se demorar mais tempo!
Poderei respirar de alívio?
Parece que não, logo se vai…
A minha amiga sabe o quanto gosto dela, o quanto admiro o seu toque, o quanto gosto de a ouvir, mesmo quando apenas parece sussurrar, ela é como alimento à minha alma!
Ouve todos os meus desabafos e mistura as minhas lágrimas no seu pranto!
Oh amiga, é tão bom ouvir-te de novo!


“-Ouvi dizer que ele também vem!"
"-Quem?"
"-O teu companheiro?”

“-Ainda não chegou, mas vai chegar, talvez mais tarde!”


Se um para me aturar já é bom, os dois juntos vai ser fantástico.
Tenho muito para lhes contar, da última vez ficamos com a conversa a meio, mas desta vez, apesar de não ser para ficar, vou tentar falar muito, vou tentar fazer-te demorar amiga!
Só assim me sentirei mais aliviado!
Só assim Portugal poderá respirar de alívio…
Amiga chuva, amigo vento, porque não ficam mais um bocado?

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Porra lá pr'á castanha!

por Carlos, em 23.11.17

“-Por onde anda ela?
-Quem?
-A castanha!
-A castanha?!
-Sim, a porra da castanha!”


Distanciados vão os tempos que tudo era justificação para juntar os amigos!
Longe os tempos que o Magusto era sinónimo de uma boa almoçarada em casa de um de nós!
Longe, bem longe…
Um almoço preparado a rigor, onde a castanha era o detalhe, ou um lanche ajantarado onde a castanha era a rainha, fazia o deleite de todos nós quando na verdade ficávamos mais felizes por nos reunirmos novamente!
E agora por onde anda a Castanha? E os amigos?
Bem os amigos, casaram! Os amigos ganharam novos amigos! Uns divorciaram-se e resolveram dar o grito do ipiranga! Outra ficou viúva e desapareceu! Mas no fundo, bem lá no fundo eu sei que, se tudo terminou foi porque deixaram de ser os mesmos de sempre a acertar, a ofertar a casa, a cozinhar e muitas vezes a brindar o resto do grupo com o repasto por inteiro!
E a castanha?
Dizem que está fraca, a seca extrema acabou com ela!

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Ainda a vi no supermercado, olhei-a de soslaio com saudade, mas não parei…
Ainda acreditei que este ano alguém se lembrasse de voltarmos a reunir à mesa, golpeando-a enquanto se contariam as histórias do dia-a-dia, pelando-a enquanto se saborearia um bom vinho, tomando das palavras de quem efusivamente vive a época, no fundo aproveitando o convívio em questão!
Ai a castanha que este ano não a provei, apenas a cheirei!
E que me deixou relembrar...
Pelas ruas do Porto, num sábado de calor, lá estava ela na brasa, ali bem perto da Estação de São Bento! Cheirei-a, abriu-me o apetite, mas era hora de almoçar…
Pensei! Depois do espetáculo, passarei aqui!
Mas depois, já não me lembrei.
Porque no fundo a castanha só faria sentido entre amigos, como sempre foi!
Não comi uma sequer este ano!
A castanha fugiu-me!
E os amigos?
Os amigos igualmente!
Porra lá pr'á castanha!

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O Sapo pediu...

por Carlos, em 22.11.17

...e cá estou eu!
ideia é, partilharmos a foto mais deslumbrante que tiramos este ano e juntarmos a tag paisagens de 2017.
Após selecção por parte da equipa do sapo, algumas das fotografias serão utilizadas em futuros templates!
Eu, como grande apreciador do fenómeno natural que todos os dias encerra o dia, o pôr-do-sol, e como verdadeiro apaixonado pelo meu Porto, tenho algumas fotos que quero partilhar!
Já ficaria feliz se pelo menos uma delas servisse de inspiração...

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E vocês já partilharam a vossa?

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Seca extrema, seca severa.

por Carlos, em 21.11.17

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Os incêndios catastróficos no nosso país alertou-nos para uma verdade nua e crua, o território nacional atravessa um período de seca extrema, algo que não se via há quase 90 anos!
Falam os entendidos que a 15 de Novembro tínhamos cerca de 6% do território nacional em seca severa e 94% em seca extrema.
E as previsões de chuva a longo prazo não são nada animadoras no que toca ao enchimento de albufeiras e barragens ao longo do nosso país!
Estamos com mínimos históricos nas reservas de água das bacias hidrográficas do rio Douro e do rio Minho que nascem no país vizinho.
Este é um problema sério com repercussões nada animadoras!
A escassez e o
acrescento de preços de certos alimentos vai começar a fazer-se sentir, como é o caso da cereja, da amêndoa, da azeitona ou até do arroz agulha e do milho que podem nem sequer chegar a serem plantados. A qualidade da castanha, do dióspiro e das laranjas também será bastante afetada! Não menos importante, a carne que nos chega à mesa e o queijo, poderá perder muita da qualidade em virtude da falta de sustento ao gado!

Para não falarmos do valor dos frutos secos que por altura do Natal atingem preços exorbitantes, estes podem gorar todas as expectativas e falharem na mesa de consoada ou então chegarem aos 100€\kg.
Um cenário nada animador para a evolução da nossa economia e que se vai fazer sentir também nas nossas carteiras.
Cientes do problema, vários organismos públicos estão já a acautelar os gastos diários com este bem natural que nos falta
Prova disso, o Metro de Lisboa que anunciou uma redução do consumo de água, assim como a Câmara de Lisboa que vai condicionar as regas e as fontes da cidade!
E nós o que podemos fazer para pouparmos o consumo
Estou em crer que não tardará no valor final da fatura da água vir refletido mais um imposto, mais um aumento às custas desta problemática  
Portanto o ideal é começarmos já a pouparmos, fazermos um esforço de racionalização do nosso consumo de água, seja usando as máquinas de lavar só quando estiverem cheias, instalando redutores de caudal nas torneiras, fazermos um reaproveitamento da água usada sempre que possível e fechar a torneira ou o chuveiro quando não estivermos a necessitar do mesmo.
São pequenos gestos que poderão fazer uma grande diferença!
Vocês têm feito alguma coisa?

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O detalhe... by Gaffe

por Carlos, em 20.11.17

“A dimensão do que se chama "detalhe": a leveza, o facilmente perdido, a fragilidade, a capacidade de voar perante a nossa desatenção.
É curioso o conceito que cada um ergue desta palavra e, no entanto, o detalhe é sempre um elemento de fragilidade intensa, porque a desatenção torna-o invisível, ou capaz de se diluir na água do conjunto. É talvez a mais delicada das evidências, capaz de esvoaçar sem disso darmos conta, ou pousar no chão como caído do corpo de um pássaro que no voo deixou tombar a importância de todo o pormenor que o ergue no espaço.” Gaffe

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E assim se inspirou a Gaffe a quem eu pedi ajuda para mudar aqui o meu blogue, o meu espaço, 'apenas um detalhe', onde continuo a escrever com gosto e entusiasmo!

Alterações efetuadas e percebo sobretudo que esta conseguiu demonstrar, pôr a nu um pouco mais da alma do autor, pois o saber fazer bem feito as vezes é um simples detalhe!
Obrigado Gaffe. 
Ainda pensei alterar o nome deste espaço que mais não é do que um diário onde despejo as minhas opiniões, frustrações, a inspiração e os meus sonhos, contudo não existe motivo válido para o fazer quando este foi pensado ao pormenor na altura em que o criei.
Porque para mim, a vida passa muito pelo detalhe, assim como a felicidade ou a nossa personalidade. Senão vejamos:
O amor está nos pequenos detalhes: um abraço apertado, dormir abraçado, ler um livro ao lado da pessoa amada, aguardar com ansiedade o seu telefonema, pensar na relação, sentir o perfume e sorrir quando de repente lembrarmos da vida a dois.
Um simples detalhe pode mudar as regras do jogo e até o resultado final!
Um simples detalhe pode alterar a opinião que tem a nosso respeito e o contrário também!
Um simples detalhe naquele sonho pode mudar a forma como o encaramos e só quem sonha acordado sabe que os detalhes mais simples são os mais belos.
Os pequenos detalhes estão presentes no nosso dia a dia, na nossa vida!
Portanto não faria sentido mudar agora!
Mais uma vez obrigado Gaffe pelo trabalho excelente!

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Detalhe musical #8

por Carlos, em 18.11.17

Lembrei-me de partilhar hoje esta música convosco, não só por a achar fantástica e me acompanhar ao longo dos anos como também porque se calhar estou neste momento a precisar de uns bons ventos de mudança!
Este tema data de 1990\1991 e fez um sucesso enorme na altura! E apesar dos anos que foram passando, ainda hoje toca em algumas rádios e principalmente no programa Oceano Pacífico das noites da RFM.
Lembro-me bem, no ínicio da década a minha irmã ter esta música gravada em cassete (já ninguém sabe o que isso era) e eu sempre que podia, ouvia-a e voltava a ouvir, vezes sem conta!
É um tema bem romântico, daqueles que se tornou imortal.
Fiquem então com Scorpions com o tema Wind Of Change! 
Conhecem?

Bom fim de semana!

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A minha primeira vez...

por Carlos, em 17.11.17

Bem, hoje venho falar-vos da minha primeira vez!
Sim é verdade!
Quero partilhar convosco como foi, quando foi e o que senti!
A primeira vez que comi um dióspiro de roer!

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Se há fruta que eu adoro é o dióspiro (de abrir, geralmente mais macio e vermelho) e este ano se não me engano já me deliciei com duas embalagens deste fruto que prolifera pelas superfícies comerciais nesta estação do ano, o Outono!
Cá em casa só eu é que gosto, fomentando uma cara de nauseado no meu companheiro que só de me ver a comer, revira os olhos!
Há cerca de um ano, ou dois, comecei a ouvir falar dos dióspiros Perssimon, chamados de forma corriqueira, de roer! Famosos pela sua textura a fazer lembrar uma maçã, aliás, come-se de igual modo pois é mais rijo e cor mais alaranjada!
Então por estes dias, numa ida ao hipermercado, vi-os a olhar para mim e resolvi comprar!
É hoje, pensei eu, hoje vou provar o tão famoso dióspiro de roer!
Só que não…
Comprei duas unidades, podia não gostar, mas o senhor meu companheiro fez questão de comprar mais algumas coisas com as quais fez uma sobremesa!
Resumindo, ou comia o doce que ele confecionou ou comia o dióspiro!
Ganhou a sobremesa!
Então hoje lembrei-me na hora do lanche, de provar um!
Confesso que não li como se comia! Será que podia comer com casca? Não sei…
Apenas sei que o descasquei, como quem descasca uma maçã e assim o comi!
Não estranhei no inicio, mas digamos que me quer parecer que enjoei um pouco no final!
Só quando comer o segundo poderei tirar a teima!
É bom, o paladar do dióspiro está lá, reconheci-o, talvez repita, pois é de fácil manuseamento, pelo menos fora de casa!
Contudo fiquei com a leve impressão que prefiro o dióspiro mais macio e avermelhado!
Para os que desconhecem, deixo-vos alguns benefícios deste fruto que eu próprio desconhecia!
.Promove a perda de peso.
.Protege e nutre dos olhos.
.Melhora o sistema digestivo.
.Melhora o sistema digestivo.
.Protege do Envelhecimento.
.Proteger da doença comum.
.Desintoxicar o corpo.

É só benefícios como podem ler...
E vocês gostam de dióspiro?

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O corte

por Carlos, em 16.11.17

Ontem foi dia de ir ao corte!
Aliás, fomos os dois! Desde há um ano que assim acontece…
Sempre gostei de ter o cabelo curto e arranjado, desde catraio que sou assim, talvez porque vivia ao lado de uma cabeleireira e como me dava bem com a neta da proprietária, faziam de mim a cobaia ao experimentar um corte novo ou até uma nova máquina servia para treinarem em mim!
Ganhei o gosto e desde então que passar dois meses sem ir ao barbeiro\cabeleireiro é raro, praticamente impossível para mim!
Portanto há cerca de um ano que nos falaram de um jovem que faz assim uns cortes modernos a preços bastante competitivos em relação a outros barbeiros do género!
Aqui pela zona um bom barbeiro paga-se bem, e quando digo bem, rondam os 20€ o corte e aparar a barba, existem outros que levam esse valor apenas pelo corte! Sinceramente fica um pouco caro e depois como somos dois a usar barba, ficaria por uma pequena fortuna.
E os tempos não estão para grandes gastos!
Então e voltando ao jovem que faz uns cortes actuais, falaram-nos dele e resolvemos experimentar! Não fica perto, pois temos que nos dirigir a Vila Nova de Famalicão e ainda, temos uma portagem a pagar, contudo o preço e a amizade que se construiu recompensam a distância que percorremos!
O êxito do espaço deve-se muito ao talento deste jovem, tem a casa sempre cheia e por vezes tem que rejeitar clientes porque não consegue atender a todos.
O bom paga-se caro, diz o velho ditado, contudo não se aplica neste caso, onde o bom sai barato espelhando um serviço verdadeiramente profissional!

77c6c9bc03ce78c38476ced035daab47.jpg(A foto mostra o tipo de corte e apenas isso, quanto ao modelo desenganem-se meninas e meninos, não sou eu!)

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A chama (2ªparte)

por Carlos, em 14.11.17

A+vida+é+como+uma+vela+que+vai+ardendo,+quando+ch

Até que…
Um dia, recebo uma mensagem!
O simples tocar da aplicação fez-me estremecer! Já deveria ter desligado aquela merda, afinal só o usava para ti, por ti!
Não fazia sentido continuar ali a aplicação, mas no fundo aquela réstia de esperança que voltasses resistia em mim e nunca mais a apaguei!
Assim que pego no telemóvel e percebo que tinha uma mensagem tua, pensei, não lhe vou dar mais conversa.
Pensei, mas não agi conforme!
Quebrei ali todas as minhas promessas de nunca mais querer saber de ti e vi-me a responder de forma célere, como se os meses de sofrimento na tua ausência não tivessem sido árduos!
O que querias tu?
Prazer, não o disseste, mas deste-o a perceber, prazer apenas e nada mais!
Mas tudo estava mudado, a forma como escrevias perdia ali a magia de outrora, as palavras que faziam de ti um ser belo e cativante, mostraram-me algo completamente demudado!
O que é que eu faço agora?
Eu sabia a resposta que iria dar, sabia, mas também sabia qual seria na verdade a resposta mais acertada!
Depois de tudo o que eu passei? Depois das lágrimas? Depois das tentativas em falar-te? Depois de tudo e mais alguma coisa, eu…
...disse sim!
Anda daí!
Naquela hora que nos separava, vi desfilar na minha memória todas as imagens do que acontecera no passado, uns meses atrás!
O nosso pecado, o nosso vício!
Ao mesmo tempo que te lembrava, o meu coração desassossegava entre o medo do reencontro e a saudade que sempre esteve presente em mim!
E tu?
Terias saudades?
Abri-te a porta e as palavras ficaram presas em mim, refleti-as apenas no abraço que demos e que nos empurrou de novo a uma entrega!
Devolvemos os nossos corpos ao desejo num misto de saudade e tesão!
Não me lembrei de mais nada!
Ali estávamos, suados, juntos como um só, a repetir com a mesma intensidade todo o nosso libido, todo o nosso delírio!
Repousamos um do outro!
Foi então que pude apreciar a nudez do teu corpo, que sempre me deste em troca da nudez das minhas palavras que tudo quiseram dizer outrora!
Enquanto os meus dedos tocavam cada poro da tua pele, voltei a recordar tudo o que vivemos, o que me fizeste sofrer e prantear, mesmo que nunca me tenhas prometido nada!
Fechei os olhos e abracei-te com força!
E foi então...
Que ali senti, que não me pertencias afinal!
Porque somos o desejo, a carne e apenas isso!
E que enquanto ambos quisermos, existirá sim, uma bela amizade e um fugaz instante de prazer!
Mas apenas enquanto ambos quisermos!
É que afinal...
A chama que julgava ainda existir, morreu!
Não ali, mas nos meses em que não vieste para ficar!
Fim

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A chama (1ªparte)

por Carlos, em 13.11.17

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Chegaste até mim, por caminhos tortuosos, os mesmos que me decidi a percorrer na imensidão da noite e do pecado!
Sabia eu que todo o abraço seria em vão, dissimulados pelo desejo da carne que nada mais pedia do que um fugaz instante de prazer! 
A vida é feita de pequenos prazeres, não podemos fugir deles!
Assim pensava eu, assim pensavas tu, não fossemos errando na quantidade de encontros que se sucederam.
Não percebi à partida o que estava a acontecer, mas o tempo fez-me compreender que o prazer carnal era forte, muito forte, mas algo mais forte ainda estava a suceder-se!
Perdemos a noção do limite imposto por mim e ali mesmo tomaste muito mais do admitido e deixei que o coração levasse a melhor sobre mim e vi-me a abraçar vezes sem conta, não a sombra que em breves minutos me fazia companhia, mas sim a alma que a partir daquele instante me fazia sonhar, ansiar e ousar!
Foram tempos de encanto em que me deixei navegar por águas serenas em oceano traiçoeiro!
Desenhei vezes sem conta aquele sorriso nos meus sonhos, fiz planos que no fundo eu sabia, seriam em vão!
Colori os meus dias com aquelas palavras que nada diziam, mas que para mim, tudo queriam!
Sim deixei-me enfeitiçar e tudo porque, contra todos os meus princípios permiti-me percorrer vezes sem conta a imensidão daquela noite, repetindo o pecado que já não era só meu, mas sim nosso!
O nosso pecado, o nosso vício!
Os dias viraram semanas e as semanas meses até que tu não apareceste mais!
Voltaste a não aparecer no dia seguinte, nem na noite e noutras tantas que se sucederam...
Ainda navegava eu por águas calmas, quando aí percebi quão traidor o oceano podia ser e sofri das maiores intempéries da minha vida!
A saudade fez-se sentir e nada amparava as minhas lágrimas!
A magia tinha-se quebrado com o silêncio que fizeste crescer entre nós!
Eu sabia, eu sabia que não era para sempre, eu sabia que a noite do pecado escondia verdades nuas e cruas difíceis de depreender!
Mesmo que a tua verdade nunca tenha deslindado, acreditava naquilo que tu me davas!
E assim o tempo foi passando, sentindo a dor da saudade, uma tristeza solitária, sempre na esperança de um regresso...que não aconteceu!
Perdi o que nunca tive e aprendi ali, a não elevar muito a chama de lume ardente!
O melhor mesmo é vivermos as emoções em lume brando!

Aos poucos desvaneceu-se a imagem de ti, do teu sorriso, do teu olhar!
Aos poucos a chama foi diminuindo e com ela a dor começava também a dissipar-se!
Até que...

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